sexta-feira, dezembro 19, 2008

"Olhos nos Olhos"

Epah, esta semana saiu-me a sorte grande...


Situemo-nos: Terça-Feira, 16 de Dezembro, Jantar de Natal dos "compinchas da vida airada" do meu ano de curso. Que grande comezaina...grande não, diria antes ÉPICA pela enorme quantidade de géneros alimentícios a encher a mesa para refastelar esta juventude que ainda vive na ilusão de que está em fase de crescimento (eu já me deixei dessa ilusão há muito tempo...anos, diria...). Aquilo é que foi encher o bandulho! Imaginem que o prato principal foi Rancho! Que raio? Quem faz Rancho numa ceia de Natal...epah, deslocado ou não da época, estava capaz de despertar em nós um intenso orgasmo gostativo! Parabéns á cozinheira! E as entradas? E as sobremesas? Ai aquela mousse de maracujá(fruta da paixão para os amigos)...e o pão-de-ló caseiro?...E aquele bolo-esquisito-que-ninguém-sabia-o-nome-mas-que-era-dos-lados-da-Póvoa-do-Lanhoso-e-que-era-extraordinariamente-delicioso?
Éramos 18 pessoas sentadas numa mesa, gargalhadas como banda sonora, grandes doses de parvoíce (Castigadores da Parvoíce onde é que andaram naquela noite??)...resumindo, uma noite bem quente!
Já que o Rancho fugia à tradição...a troca de prendas veio equilibrar o barómetro das tradições: ainda aparecia a "ASAE dos bons costumes" e boicotava toda aquela reunião natalícia pelo facto de haver Rancho naquela mesa. Ou então obrigava-nos a mudar o nome da reunião: ao invés de Ceia Natalícia passaríamos a ter a "Noite Anual de Reunião dos Jogadores da Malha de Trás-os-Montes que é malta rija que come Rancho!" ( Mas...onde é que fui buscar isto?)
Onde é que íamos? Ah, troca de prendas...e agora sim, depois de toda esta contextualização, eis o motivo da sorte grande...saiu-me isto na rifa:





Não é um livro que está entre "aqueles grandes livros" de que todos se gabam de ter lido...mas é sem dúvida um livro com a experiência do "olho clínico" de alguém que insiste em ensinar-nos algo com a leveza do prazer e não com o peso cerimonial da ciência...e capaz de despertar a boa-da-gargalhada-solitária-contida quando vamos sozinhos no Metro ou Autocarro...a gargalhada de quem goza consigo mesmo por ligar sempre o complicómetro em algo que se quer simples. Sim, não julguém que estas histórias acontecem só aos outros...um bom livro para aprender, gozando com os outros...para perceberes que gozar contigo mesmo é uma boa forma de aprender...to keep it simple!


Gil, um post tão comprido? Pois é...entrei de "férias". (Espero que tenham percebido a conotação das aspas...)