domingo, novembro 30, 2008

Li...passaram-se 5 minutos...continuo sem saber o que dizer...

Na FNAC pus-me a ler a capa do livro "Sinto Muito" de Nuno Lobo Antunes. No prefácio, António Damásio escreveu isto:

"Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito. Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóbada, e no fim, ela desaba. O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda. O médico provoca o Criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio."

Fiquei sem saber o que pensar durante 5 minutos...parece tão simples.
Lembrei-me de todas as vezes que entro numa enfermaria, o "Bom Dia" de mão estendida, o sentar ao lado da cama do doente e ouvir, o dizer uma piada para que a doença fique mais leve, o ouvir uma piada de quem ironicamente finta a tristeza da doença, o silêncio perante o choro e simplesmente estar ali, sem ser preciso dizer nada, o toque perante o silêncio, o sorriso perante o choro, a intimidade que se expõe, o não querer ser herói do dia mas querer fazer algo por aquele momento, o pensar clinicamente, o tentar agir humanamente, o "Obrigado!"...

E perante isto, continuo a ser tão pequeno...e tenho a certeza que da próxima vez que entrar numa enfermaria, algo mais surgirá para acrescentar aqui. Aliás, sempre que entrar numa enfermaria algo mais surgirá para acrescentar aqui.




Se alguém me quiser dar uma prenda...vinha mesmo a calhar!

4 comentários:

Baquinha disse...

Se te oferecerem o livro, empresta-me depois, por favor! Beijinho

Miguel Brázio disse...

Caríssimo,

Não sei se por coincidência, surgiu-me este blogue pela frente o que muito me agradou pela espontaneidade, simplicidade e apreço pela vida. Enfim, grande sentido de humanidade.
Sem me alongar nas palavras, até porque não te conheço, atrevo-me a pedir-te que nunca percas essas qualidades que demonstras face à vida, ao hospital e no mais importante que lá se encontra que são os doentes.
Tantas vezes à procura de um simples consolo, um sorriso afável - “meia cura” para os seus males, com toda a certeza.
Sabes, falando com um familiar que exerce medicina “noutras bandas”, dizia-me que jamais compreenderá receber um doente e não ter uma conversa profícua, longa e duradoira para que entenda o seu problema.
Mas nem só na medicina, mas porque dela é que falo, são tantas as vezes pelos mais variados motivos que existe um encurtar de palavras, gestos autómatos que são inaceitáveis ao mais comum dos mortais.
Mas descansa, que existem muitos, mas mesmo muitos que merecem o céu, se é que o paraíso aí se encontra. Eu, por reconhecimento do tratamento e empenho que sou testemunha, alargando a toda a classe, desde administrativos, auxiliares de saúde, técnicos, enfermeiros e médicos, sei que os seus “céus” são verificar que os seus esforços se traduzem em largos sorrisos e alegrias familiares.
Contudo, gostaria que a vida para eles, pelo bem que fazem, fosse um jardim de eterna satisfação.
Bom, terminando, pela boa disposição que me proporcionaste, caso ainda não tenhas, disponibilizo-me para te fazer chegar o livro que relatas, já lá vai o ano de 2008.
Para que nunca te esqueças dessas palavras, da experiência de um homem simples confrontado com a dor e o sofrimento.
Aceita um abraço, e dispõe da oferta.
Miguel.

somebody disse...

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be disse...

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