sábado, maio 10, 2008

Ufa...finalmente, eu e o meu pc.

Imagino que numa semana de Queima das Fitas vocês esperariam um post sobre essa mesma temática...mas vá, apatece-me contrariar.
Estávamos na Quarta-Feira e tinha decidido não ir ao Queimódromo. No momento da decisão considerei-me trengo por estar a desperdiçar mais uma noite de copos, brincadeira, reencontros e catrefadas de entusiasmo...
(Falando com os meus botões...ou então não, porque estava de t-shirt...falando com os fios de uns calções que tinha vestido...)
"Rapaz, o que vais fazer de tão espectcular que suplante uma noitada de Queima? E se fosse um filme do Woody Allen?"
Decidi-me pelo "Everyone Says I Love You". Mas que bela surpresa e que belo serão!
Fiquei deliciado com o raio do filme! Trata-se de uma comédia romântica em jeito de musical, o verdadeiro filme "pipoquinha" que nos deixa bem dispostos no final. Como comédia é delicioso e como musical é tão doce de tão simples que é. Bem sei que é lamechas, mas todos nós precisamos de uma boa dose de lamechice só para derreter um pouco a manteiga dura que insistimos ser. Quando o filme acabou, apenas uma coisa me veio á cabeça:
(Falando com os fios de uns calções que tinha vestido...)
"Aconteça o que acontecer, não há mesmo volta a dar."
Aqui fica uma das últimas cenas do filme, espero que vos aguce a curiosidade:


Agora mudando de assunto...

Ontem, mais uma noite no Bairro Ignez. O Mário, amigo italiano de que vos falei nuns posts atrás, convidou-me a um churrasco com erasmêses. Tanta gente no patio daquele oásis. Uns amigos dele vieram de Itália passar uns dias por cá. Lá estivemos à conversa num dialecto Anglo-Italiano-Português...deveras "awkward"...mas entendemo-nos bem, acho. Confesso-vos que me senti tão pequeno (eu sei que as minhas dimensões não são de um Golias) ao conversar com aquela malta...a facilidade com que conseguem dar um pouco de si de forma tão espontânea, a capacidade de serem o expoente do equilíbrio da relatividade de Einstein ao atribuirem grandes doses de humor a tudo o que lhes acontece (eu sei que a relatividade de Einstein é a do tempo, mas achei que isto ficava bem aqui), a curiosidade que conseguem nutrir pela vida de um pacato português que estava à conversa com eles, a capacidade de estarem em "minha casa"(Porto) e fazerem-me sentir como se fosse eu a estar em Itália...se fosse um chinês, fariam o mesmo. Custou ter de vir embora. Giancarlo, Andrea, Vicenzo, Chiara...eram os nomes deles. E no fim, o melhor de tudo, a efusividade com que o Mário se despediu com um abraço sincero, a gratidão do Ângelo por mais uma visita, o sorriso tipicamente italiano com que a Giovanna se despede e a doçura com que a Francesca diz "Ciao", quase como se trouxesses um rebuçado de brinde.

Durante a viagem, a digerir a boa disposição da jantarada, com o rádio ligado, talvez na Comercial (já não me lembro)...ou seria na Rádio Macau???(lá estou eu...)

Rádio Macau - Cantiga D'Amor

Apesar de passar tantas vezes na rádio, até foi uma boa companhia de viagem.