sábado, março 22, 2008

Dói-me as costas...que se dane!!

O dia de hoje (21/03) foi deveras especial...
O dia de mudanças para a casa nova da minha irmã e do seu gajo. Foi um dia carregado de nostalgia: saudades do primeiro "cantinho" da minha irmã, saudades da pacatez de Barcelos...mas com o entusiasmo de quem vai iniciar, "com a pica toda", nova etapa na vida, um grande passo que ainda não digerimos mas que também não queremos digerir, como se este passo fosse uma daquelas almoçaradas com amigos, em que comemos, comemos e que ficamos enfartados o resto da tarde como sinal da rica "comezaina" que tivemos. Não interpretem mal...esta "não-digestão" é do melhor que se pode ter...não nos deixa esquecer o sabor do momento!
Nunca pensei que a miúda tivesse tanta tralha para carregar. Sempre olhei para aquela casa como algo meio despido, com o essencial para o conforto. Catano, os caixotes empilhados na sala, quase do meu tamanho (ok, eu sei que não é difícil).
Foi um dia que serviu também para quebrar mitos. Quando era puto, a minha casa tinha um móvel na sala, que durante muito tempo serviu-me de régua pediátrica: era por lá que eu via que ia crescendo ao tentar chegar à última prateleira onde a minha mãe escondia as chaves do móvel para eu não comer rebuçados. Ainda me lembro do primeiro dia em cheguei ao raio da prateleira sem auxílio da cadeira...senti-me o maior. No entanto, chegou a uma altura, muito precoce, que percebi que não mais evoluí na minha régua pediátrica..."é a viding". Lembro-me também que esse móvel era, no meu imaginário, a coisa mais pesada do mundo e custava-me a acreditar como é que o meu pai o tinha conseguido colocar lá...altura em que achava que o meu Pai era a pessoa mais forte do Mundo, até ao dia em que comecei a perceber o que era um porte realmente atlético...mas continuo a olhar para o meu Pai como a pessoa mais forte do Mundo, apesar de ele me parecer um Bruno Nogueira em ponto pequeno. E não é que hoje me senti também o Homem mais forte do Mundo? Porquê? Esse super-móvel estava em casa da minha irmã...exacto, tive de "alombar com o bicho escada abaixo". A verdade é que o bicho não é assim tão pesado...ou se calhar até é, porque estou aqui com uma "dorzinha" nas costas que só me faz desejar uma daquelas tailandesas que faz massagens nos filmes. Conhecem alguma?
Mas falando do que é realmente importante...a nova casa da minha irmã (um r/chão que parece mesmo uma casa, apesar de ser prédio) é mesmo muito bonita: boas áreas, belo terraço para uns serões de caipirinha no Verão, o Sol a bater de tarde, uma cozinha espectacular (já me vejo a fazer vídeos de culinária), num condomínio fechado...e nessa linda cidade, Viana do Castelo!
E o pão-quente na frente do condomínio? E a pizzaria com forno a lenha ao lado do pão-quente? Realmente, tudo com muito potencial!
O melhor de tudo? O ar de felicidade da minha irmã e do seu gajo.


Durante as viagens (não conseguimos levar a tralha toda de uma vez) pela estrada dos Feitos que une Barcelos a Viana do Castelo, com o Punto "à pinha" e com um bonito dia...

Feist - 1 2 3 4

quinta-feira, março 20, 2008

Há coisas que deixam saudades...demasiadas...

Cat Power - The Greatest





"Once I wanted to be the greatest
No wind of waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust..."

segunda-feira, março 10, 2008

Luta territorial

Uns posts atrás disse-vos que a minha mãe decidiu enveredar por um novo desafio e matriculou-se nas "Novas Oportunidades" para conseguir fazer o 12ºano. Até agora...tudo bem...
Mas...não é que a mafarrica agora não me larga o computador?!! Isto chega ao cúmulo de eu só ter o computador quando a senhora tem soninho e agora há que moldar as minhas rotinas computacionais para o fim do dia.
Mas tirando esta luta territorial, é óptimo ver a minha mãe tão motivada e empenhada neste projecto...apesar de cansadita, parece que rejuvenesceu uns anos largos e tem a jovialidade de quem se sente realizada.
Dá-lhe Mãe!! Vai para cima deles!!

Vá, e eu não me importo de ficar com o "bicho computacional" nas horinhas em que te dá o soninho...

sábado, março 01, 2008

Eu respiro...

Ontem foi daqueles dias alucinantes com uma entropia desregulada...daqueles dias que tu achas que te fazem viver mas que na verdade te fazem perder a noção que respiras, tal é a cadência e intensidade das coisas que vão acontecendo.
Um dia que teve, não de tudo, mas de muita coisa:
- momentos difíceis que te fazem perceber que ainda tens de ganhar muito calo;
- gestos simples que são verdadeiras bolsas de ar em dias de sufoco;
- momentos de euforia que carregam o painel solar que há em ti e que nos fazem perceber o quão voláteis podemos ser quanto ao contraste de emoções que sentimos durante o dia.

E no fim de tudo isto, chegar ao carro sentir o "piiiiiiiiiiii" do silêncio, perceber o quão ruidoso foi o dia, ligar o rádio e embalar a viagem de regresso a casa com isto:

Katie Melua - Just Like Heaven (The Cure)

E o melhor de tudo foi desligar o carro, fechá-lo e pensar: "Epah, estou a respirar...mas que grande dia!"