quinta-feira, novembro 30, 2006

35 anos!!!

Acho que já não vou a tempo, mas façam de conta que estamos a 28 de Novembro.
Toda a gente sabe que este "cantinho" muito especial tem para mim um lugar de destaque. Muitas noites nele passadas e muito boas recordações. Pois é...e pela actualidade que tem nem parece que faz 35 anos!
Desejo-te muitos anos de vida para que continues "a levar a bom porto" a minhas noites de Sexta e Sábado!

Parabéns Batô!!
(esta foto já é antiga mas ele continua quase igual)

terça-feira, novembro 28, 2006

U218

Quem me conhece minimamente bem sabe que estes quatro rapazes irlandeses não me são indiferentes! Costumo dizer: tirando as relações humanas, não há nada que tenha marcado tanto a minha vida, que me tenha influenciado tanto e que me tenha acompanhado tanto quanto os U2. Arrisco a dizer que 70% das músicas me levam, cada uma, a uma recordação diferente...cada uma ligada a uma história diferente, cada uma com um significado diferente.

Este é o álbum mais recente, os 18 temas escolhidos para descrever a história de uma banda...na minha opinião a escolha não é perfeita e eu faria umas 5 alterações pelo menos. Mas bom ou mau, não deixa de ser U2...


sexta-feira, novembro 24, 2006

Comentário à intempérie...

Com a marquise (não sei se é assim que se escreve) a verter água por todos os lados, o chão todo alagado e cansado de esvaziar bacias que estão por baixo das frinchas por onde a água passa, lembrei-me das minhas brincadeiras de criança e por momentos tive vontade de ir buscar a minha espada de pirata (de um Carnaval longínquo...acho que todos os miúdos passam uma fase em que querem vestir-se de piratas) e com um ar desesperado gritar: "Captain, Captain!! We are sinking!!"

domingo, novembro 19, 2006

Primeira vez...

Ontem, 18 de Novembro, podia ter sido um dia como todos os outros mas não foi.
Não sei se sabiam, mas no início deste ano lectivo entrei para o Coral do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, CICBAS, e ontem tive a minha primeira actuação. Confesso que ainda estou com aquela cara de puto entusiasmado quando lhe dão um brinquedo que ansiava há imenso tempo e em duas palavras arrisco dizer que foi: Im...pressionante!
A tarde começou bem cedo. Às 15h já estava no ICBAS pronto para as tarefas de caloiro que passam por carregar o piano e os estrados para montar no palco. Só aí já fiquei de rastos, mas o entusiasmo superava o cansaço e tinha mesmo de ser porque o dia ia ser bem longo. A primeira actuação do dia foi no CACE no Porto e...foi um fiasco, principalmente para esse louvável naipe que se autodenomina de "Baixos", do qual orgulhosamente faço parte e que se encontrava mutilado dos seus melhores e experientes membros. Ou seja, passamos ao lado da actuação. Mas à noite foi bem diferente. O destino era Paredes e actuamos no novo Salão Paroquial daquela comunidade cristã. Os reforços chegaram e a segurança aí foi outra. Sala cheia, perto de 500 pessoas e quando entrei naquele palco arrepiei-me todo, não de nervosismo mas porque as meninas do Coral são bem booooonitas... falando a sério, foi uma sensação esquisita, mas boa. Os apresentadores dos nosso Coral estiveram em grande nas suas intervenções (somos quase tão bons quanto o Tony Carreira e descobrir que o apelido do Tom Jobim tem a sua proveniência no facto de na sua família ter ascendência de Jovim, Gondomar) e nós até que não cantamos mal, aquilo até que parecia um coral a sério. E que bom que foi sentir o entusiasmo de todas aquelas pessoas que pagaram 5€ para nos ver (as receitas não eram para nós). No fim, depois dos aplausos, fomos combater a chamada "larica" numa óptima ceia preparada pelos anfitriões. Regressados ao Porto, há que voltar a arrumar as coisas e...beber finos para o café ao lado do Piolho, o "Universidade"...e que bem que soube! Dei o meu dia por terminado, eram para aí 2:30.
Nomear o melhor do dia? Complicado. Quando saí do palco fiz para mim mesmo um comentário extremamente gay( com todo o respeito pelos homossexuais) que pode resumir o que foi estar em palco: "Foi a minha primeira vez e não doeu nada". Mas arrisco dizer que o melhor foi: o Coral. O ambiente que se vive, a informalidade, o entusiasmo...o Coral é isto, não se resume às actuações e sabe bem sentir que aos poucos vou fazendo parte desse grupo. Espero que o CICBAS marque de forma muito especial os 5 anos de curso que ainda me restam e me façam permanecer na ambivalência entre o desejar acabar o curso e o querer que isto não acabe...


Que bonito símbolo, hã?

sexta-feira, novembro 17, 2006

Interpol




















"Slow Hands"


O antídoto contra a má disposição depois de um dia bem difícil! Fica a sujestão, ouçam...

domingo, novembro 05, 2006

Melhor momento televisivo dos últimos 50 anos...

David Fonseca e um fantástico "cover" desse grande "hit" da nossa música portuguesa: "Afinal havia outra" convertido em "After all there was another". Bem melhor que as traduções dos Onda Choc há uns anos atrás...

quinta-feira, novembro 02, 2006

Primeira cirurgia...

O dia de hoje podia ser um dia como outro qualquer...se calhar até foi, mas peço-vos que me deixem considerá-lo especial. Porquê? Porque assisti, pela primeira vez, a uma cirurgia, mais precisamente, a uma neurocirurgia. Foi na Casa de Saúde da Boavista. Não sei se lá voltarei a entrar, mas as recordações do dia de hoje ficarão sempre guardadas e lembrar-me-ei de cada momento como se fosse no presente. Como vocês sabem, estudo para um dia vir a ser médico e estes momentos em que se contacta pela primeira vez com o mundo clínico são sempre emotivos e acabam por dar sentido ao nosso trabalho, ou melhor, fazem-nos ver que afinal o nosso trabalho faz sentido. São experiências que nos levam para lá dos livros e que são capazes de nos ensinar mais do que largas horas de estudo. Mas vou então falar-vos da neurocirurgia, proprimente dita.
O caso clínico, de uma forma simples, era o seguinte: uma senhora, já com uma certa idade, que apresentava uma herniação discal tripla na coluna cervical, ou seja, tinha três discos intervertebrais a comprimir a espinal medula ao nível do pescoço, daí falar-se em coluna cervical, com a consequente formação de osteófitos nos corpos vertebrais. Estas calcificações são vulgarmente conhecidas por"bicos de papagaio". A compressão da medula na sua região anterior provocava um défice motor à paciente, nomeadamente dificuldade em andar, uma vez que as vias eferentes que enviam os sinais para os músculos se encontravam comprimidas. Curiosamente, para verem como o mundo é pequeno, a senhora é de Montalegre (localidade onde tenho uma casita de aldeia). O procedimento cirúrgico para estes casos é extremamente simples: passa pela remoção do osteófito, do disco intervertebral danificado e posterior colocação de uma prótese a substituir esse mesmo disco.
Foi uma sensação agradável assistir à cirurgia, não só pela beleza da "máquina" sob reparo, mas também por ver que tudo aquilo já não é estranho e sentir que já tenho alguma capacidade intelectual para compreender cada passo da cirurgia e saber identificar cada uma das estruturas anatómicas que iam surgindo. Fez-me pensar: "Ah e tal, esta coisa da anatomia até que dá jeito!" Pois é, o mecânico também tem de conhecer o carro para o poder reparar e na verdade os médicos também são mecanicos mas calhou-lhes o azar de o ser numa máquina bem mais complicada. E para quem pensar que no bloco operatório se vive um ambiente austero, silencioso e sério engana-se. Aquilo é a verdadeira animação e fala-se de tudo menos da operação: de futebol, de gajas, de gajos, de memórias de quando se era estudante, peripécias bizarras, anedotas, música, enfim...de tudo um pouco. Rádio ligado...sim, a minha primeira cirurgia foi ao som de U2, entre outras bandas! E momento alto da cirurgia: "Bem pessoal, não venham para cirurgia por achar que isto é giro. Venham por ser algo que vos apaixone. Se pensam que isto é bom, garanto-vos que isto não dá orgasmo nenhum!Pensem bem." E muitas outras coisas foram ditas, de conteúdo muito mais inadequado, as quais não posso revelar uma vez que me foi pedido "sigilo profissional".
Foi uma tarde muito cansativa, mas soube bem.









Fica esta foto para a posteridade: a brigada anti hérnias discais (destes quatro cromos que resolveram brincar aos cirurgiões, sou o que está mais à direita)