domingo, outubro 01, 2006

Outono...

A minha cabeça anda ocupada com tanta coisa que às vezes esqueço-me de pequenos acontecimentos, que embora não sejam fundamentais à nossa vida, não deixam de ser curiosidades que "desrotinam" os nossos dias.
Esqueci-me que já mudamos de estação...chegou o Outono.
Há uns tempos atrás seria uma "efeméride" sem qualquer sentido...nunca fui grande apologista do Outono, sempre considerei uma estação do ano "esquisita", ao contrário do Verão que para mim era a estação das estações, talvez por ser sinónimo de férias, não sei.
No entanto, as pessoas mudam. Agora gosto do Outono. Não é que tenha entrado no Outono da vida, talvez a vida me tenha levado para um Outono.
Os dias grandes de Verão começaram a enjoar-me...desejava ansiosamente que chegasse a noite, altura em que me podia juntar ao "Great Subcounscious Club" através do sono e por momentos ser inconscientemente feliz. As cores vivas dessa estação começaram a ofuscar-me: azuis, verdes, vermelhos...e agora sabe-me bem refugiar-me nos tons de castanho e amarelo que começam a surgir. Sabe-me bem olhar pela janela e ver as tardes de chuva, perder-me no silêncio, não de uma morte natural, mas de um estado de latência em que a Natureza mergulha, mas que nos faz sentir mais vivos, porque conseguimos ouvir o coração a bater...som intermitente que sinaliza a nossa vitalidade e que quase não ouvimos durante o dia, abafado pela agitação citadina e ecológica. Agora sim, ouço-me...
Não se trata de um estado de alma traduzido pela infelicidade ou pela felicidade...o Outono não é uma estação triste, ou melhor, não gosto do Outono por estar triste. Gosto do Outono pela sua latência, pela calma e serenidade em que mergulhamos. Pelo ar fresco matinal que nos desperta, pelo som das folhas no chão ao ritmo das nossas sístoles, pelos castanhos que nos fazem sentir quentes, não numa sensação exteroceptiva como a temperatura, mas sim num aquecimento interior, pelo por-do-sol ténue, escondido nas nuvens, perdido numa certa timidez de demonstrar a paixão pelo horizonte, pelo romantismo tímido, sincero e ausente de qualquer ostentação primaveril.
Eu sinto-me assim...sinto-me num Outono...
E sinto-me bem...

2 comentários:

Filipe_des disse...

isso é que conta sentirmo-nos bem!

um refúgio que eu tinha quando era pequeno quando vivia em pedras rubras e tinha uma vista enorme para o Porto em que me sentava no peitoril da janela e ficava horas a ver a paisagem com a chuva a bater na janela..

não ah nada que descreva o que eu sentia.. mas se algum dia poderei repetir não deixarei passar a opurtunidade...

um grande abraço para ti

be disse...

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