sexta-feira, julho 28, 2006

Quando é que será que o Homem acorda?



Não percebo...não consigo perceber...

sábado, julho 15, 2006

Destiny...

Hoje, quando cheguei a casa, depois de uma manhã muito atribulada, a primeira coisa que fiz mesmo antes de começar a cozinhar foi pôr no leitor de DVD de minha casa o cd "Simple Things" dos Zero7 e deitar-me no sofá a acalmar um pouco.
O cd foi correndo até que chegou à música "Destiny"...
Simplesmente adoro esta música...arrisco-me a dizer que não conheço música mais sensual, mais envolvente...parece que nos abraça e nos leva embalados num misto de sensações que nos faz entrar num estado de entropia mínimo e caminhar pelo nosso imaginário mais íntimo, mais intenso, ao mesmo tempo que a nossa pulsação diminui para níveis quase imperceptíveis.
Talvez, por não ter, há muito tempo, uma tarde verdadeiramente boa que me faça entrar na noite com um sorriso...imaginei como seria para mim, neste momento, a tarde ideal.
Primeiro, teria de recuar até Março...não para fugir ao calor...mas porque não existe tardes mais bonitas que as de Março, aquelas tardes frescas, um pouco encobertas pelas nuvens onde o Sol se tenta escapar para alimentar a nova vida que tenta brotar. Tardes onde corre uma brisa fresca, mas suave, que nos vai acariciando e no vais conduzindo sem destino específico ou então para um sítio que nos pretende mostrar.
Para viver essas tardes, nada melhor que uma companhia bem especial...uma companhia que nos dê a mão e connosco faça também parte dessa viagem, dessa aventura que o próprio vento se encarrega de nos apresentar. Essa brisa conduz-nos para um sítio onde sopra com mais força...uma praia. Chegados a esse local...sentamo-nos numa rocha, abraçados, mesmo com o mar diante de nós. O vento sopra forte, bate de uma forma agreste na nossa face mas não há forma de sentir o frio, quando protegidos pelo calor de um abraço, de uma presença tão especial. O tempo vai passando no meio de conversas, de desabafos, de piadas que nos fazem enfeitar aquela bela tarde com um sorriso sempre permanente...e...porque não, cantar? Sim, passar parte desse tempo a cantar (gosto muito de cantar, acho que quem me conhece não tem essa noção, mas grande parte do meu dia passo-o a cantar), não interessa se afinado, mas apenas levados por umas notas soltas que nos dizem alguma coisa. O tempo vai passando...leste...sim, porque os momentos bons passam a correr.
E já não muito tarde, os dias de Março ainda não são muito longos, o Sol começa a mergulhar suavemente no mar, meio escondido em algumas nuvens que absorvem o laranja de acto tão intenso, que escondem um pouco aquele beijo entre o Sol e a Água e que dão um misto de cores únicas ao céu que serve de cenário a todo aquele fenómeno...
Esperamos calmamente...em silêncio...que aquele beijo termine...
A tarde parece chegar ao fim...o Sol escondido ainda dá alguma luz ao dia, numa tentativa de nos aquecer um pouco mais daquela brisa...e levados pelo silêncio daquele momento, um beijo termina o quadro vivido naquelas horas...um simples beijo que aqueceu uma bonita tarde de Março.
Bem...infelizmente, a música dura apenas uns escassos 5:37...acordei e agora estou de volta à rotina, à espera da chegada de uma tarde assim.

segunda-feira, julho 10, 2006

José Ferreira...

Enquanto estive em Colónia, por altura das Jornadas Mundias da Juventude, eu e mais um grupo de amigos tivemos o privilégio de conhecer uma pessoa fantástica, especial que era diácono. Conseguiu conquistar-nos com a sua simpatia e simplicidade...e ontem dia 9 de Julho foi ordenado sacerdote na Sé do Porto.
Com este humilde post só quero desejar-lhe felicidades neste novo ciclo que agora inicia: Boa sorte Zé!
Eu e o Zé viciados no Bingo...claro que ele tinha mais sorte, estava abençoado!!
O Zé no nosso meio...

sexta-feira, julho 07, 2006

Eu prometo que depois apago este post...

O Deus... o Antigo Testamento...




O Novo Testamento... o seu Primogénito...o Messias que estava para vir!



Apresento-vos Mickael Carreira!




Nota: no site onde fui buscar esta relíquia de imagem...que por acaso se encontrava em grande destaque... parece que consegui "encontrar", em letras quase imperceptíveis, "David Fonseca prepara-se para lançar a 10 de Julho o seu novo single, intitulado «Our Hearts Will Beat As One», tema-título do seu último disco."
Será que nunca ouviram falar em prioridades?

quinta-feira, julho 06, 2006

Está explicado...

Não fui eu que disse isto, mas concordo plenamente...


segunda-feira, julho 03, 2006

Mariano...

Este post era para ter sido escrito Domingo, mas só agora tive tempo de o fazer...
O fim-de-semana passado foi diferente do costume...continuou a ser marcado por um estudo que desgasta dia após dia as minhas células nervosas e me faz envelhecer de uma forma acelerada, mas teve uma presença diferente, a de um pequeno rapazito, reguila, o Mariano. É um bom exemplo de como é preciso ter sorte onde se nasce...e hoje sofre pela negligência familiar. Sofrer não sofre, porque vive na inconsciência feliz da pré-infância, mas é um pequeno ciganito de 3 anos e meio que sofre de um atraso psicomotor que o faz agir como uma criança de ano e meio, tudo porque nunca foi estimulado pelos pais, nunca teve carinho, nunca teve as pequenas brincadeiras que o fazem crescer, nunca experimentou o mundo. Até que um dia, por acção do tribunal, o Mariano foi retirado dos pais e entregue à APAC de Barcelos, vivendo agora no centro de acolhimento de menores dessa instituição e recebendo terapia por parte da minha irmã, com vista ao seu desenvolvimento psicomotor, numa tentativa de minorar os efeitos deste atraso no futuro próximo da criança. Dentro desse âmbito, a minha decidiu trazê-lo a Matosinhos, para passar um fim-de-semana diferente, com pessoas diferentes e experiências novas.
Mas que criança encantadora. Nota-se perfeitamente as feições ciganas...pelo menos anda sempre com aquele ar robusto, que esconde a sua fragilidade num ar de "mau" com o prócero e o corrugador supraciliar contraídos...mas que rapidamente, em cada laivo de felicidade por cada brincadeira que se assume uma novidade, se desfaz num sorriso mágico de uma criança que dá os primeiros passos num mundo novo por descobrir. Raramente chora (talvez a vida o vai ensinando a ser forte) e quando se magoa fica a olhar para o sítio do "doi-doi" e esconde naquele ar valente a dor que sente. Até pensei que tivesse um gene que fabricasse Xanax ou Prozac, porque andava sempre bem disposto e mesmo depois de ralhar-mos com ele, respondia-nos sempre com um sorriso que acabava por vencer a nossa ira. Foi tão bom subir até ele (digo subir porque não tenho a dignidade que ele tem) e brincar, correr, saltar, ajudá-lo a descobrir o mundo em pequenos gestos e deixar-me conquistar pelo brilho dele ao ligar um interruptor, ao abrir uma torneira, ao pintar, ao dançar. Mas a melhor experiência, aconteceu Sábado á noite.
Chegava de um churrasco, por volta da 0:45 e encontrei a minha irmã no sofá a ver um filme e muito mal-disposta...parece que a emoção do jogo Portugal-Holanda lhe fez parar a digestão e não conseguia dormir. O Mariano dormia com ela, mas nessa noite vi que ela precisava de um bom descanso e ofereci-me para dormir com ele (sabem como são os putos, dão pontapés e mexem-se para todos os lados). Quando cheguei ao quarto dela, o Mariano estava muito agitado, contorcia-se todo e batia com a cabeça no estrado da cama...presumi que estivesse a ter um pesadelo e tive de o acordar para ele se acalmar. Resultado: desatou a chorar...foi triste ver aquele rapaz robusto e valente naquela angústia...tão frágil. Confesso que não sabia o que fazer, até que por instinto, deitei-o por cima do meu peito, deixei-o arragar o meu polegar...comecei a cantar para ver se o acalmava (pelo menos é o que as mães fazem aos filhos, certo?). "O silêncio deixa-me ileso e que importância tem...". Não sei porquê, foi a primeira música que me veio à cabeça e parece que resultou. Rapidamente, o pequeno Mariano acalmou, adormeceu...sempre agarrado ao meu polegar. Talvez em mim, ele tenha encontrado protecção para aquele momento...e eu, que vinha de uma noite difícil, para esquecer, encontrei na ternura daquele "pequeno valente", daquele momento, um conforto que também me acalmou. Adormeci...a última imagem de que me lembro foi a dele a dormir, tranquilo, sereno. Deu pontapés de noite? Mexeu-se? Não senti nada...e que bom foi ter sido acordado por ele na manhã seguinte e ver o seu sorriso, mesmo de quem estava pronto e cheio de energia para mais um dia de descoberta.
Passou um dia, mas já tenho saudades dele. Anseio o dia em que ele volte...para voltar a aprender com ele.
Obrigado Mariano...