segunda-feira, junho 26, 2006

Origens...

À medida que vou crescendo, um súbito interesse de conhecer um pouco mais a história da minha família vai surgindo...e é por isso que me sabe tão bem almoçar com os meus avós maternos. Têm sempre uma história, uma peripécia diferente para contar. Hoje, com saudades desses almoços e também com alguma preguiça de cozinhar à mistura, decidi ir almoçar com eles. Conversa daqui, conversa d'acolá...lá veio mais uma história. Desta vez, coube ao meu avô dar-me a conhecer um pouco mais do meu bisavô Nora (que Deus o tenha), seu sogro. Nunca ouvi um homem falar tão bem do seu sogro, "um homem de coração, sempre pronto a dar mesmo quando não o tinha, um segundo pai". Pelo que ouvi, o meu bisavô Nora era um mestre de pesca, chefe de uma pequenita embarcação, com uma vida dura e incerta, como a de qualquer pescador...mas era a única forma de conseguir com que a família pudesse ter sempre o tão desejado alimento, não interessa se era peixe ou não, apenas alimento. Era casado com a minha bisavó Cândida, que ainda viveu durante os meus primeiros anos de vida, mas que da qual já não me restam muitas recordações, a não ser estas pequenitas memórias que me vão contando. Inflamado com tanta saudade e tanta admiração, o meu avô Zé contou-me a seguinte história:
" Um dia, o teu bisavô Nora acabava de chegar a casa, de manhã cedo, depois de uma longa noite de pescaria e foi para a cozinha comer qualquer coisa. A tua bisavó Cândida, sempre muito dedicada, foi arrumar-lhe as coisas que ele , fatigadamente, deixara à porta e reparou que lhe faltava o casaco castanho com que costumava andar. Perguntou-lhe:
- Oh home, onde deixaste o teu casaco castanho? Não me digas que o perdeste...
- Oh mulher, não sei, devo tê-lo deixado pousado em algum lado.
E o diálogo, ficara por aqui.
Entretanto, o teu bisavô voltou a sair para a lota, para fazer o balanço da pescaria e tratar da distribuição do peixe...e já quando não se encontrava em casa, bateu à porta um pescador, possivelmente da sua embarcação. A tua bisavó Cândida foi abrir-lhe a porta e para seu espanto viu esse tal pescador com o casaco castanho do marido. O homem disse-lhe:
- Minha senhora, peço desculpa vir incomodá-la...mas vim trazer os 50 escudos que estavam no bolso do casaco que o mestre Nora me deu esta noite, quando eu me sentia com muito frio, sem forças e meio adoentado durante a pescaria."
Perante isto, não deixo de ficar orgulhoso pelas minhas origens...é gente humilde, mas que mesmo não estando vivas, me vão dando pequenas lições. Sem dúvida, que a minha família actual é o espelho vivo do que esses meus familiares foram...e ainda bem que assim é.
Só espero um dia também vir a ser como eles eram.

3 comentários:

Filipe_des disse...

eu ja não posso dizer isso da minha família, nem de um lado nem de outro..

tb as raízes e o modo de vida são diferentes...

não te preocupes pk nós somos da maneira a vida nos ensinou a ser entre o 0 e os 6 anos... a partir daí a tua personalidade ja não muda mais...

um grande abraço

Cátia disse...

e posso dizer que és :)*

Anónimo disse...

華麗夢想,
夢世界,
酒店經紀,
酒店工作,
酒店上班,
酒店打工,
禮服酒店,
禮服公關,
酒店領檯,
華麗夢想,
夢世界,
酒店經紀,
酒店工作,
酒店上班,
酒店打工,
禮服酒店,
禮服公關,
酒店領檯,
華麗夢想,
夢世界,
酒店經紀,
酒店工作,
酒店上班,
酒店打工,
禮服酒店,
禮服公關,
酒店領檯,
華麗夢想,
夢世界,